Adeus 2009... 2010 que nos aguarde!
'A gente se arrisca todo dia'
13/12/2009
ALEXANDRE MARTINS
A equipe de reportagem do JJ Regional acompanhou o ciclista João Lopes, 25 anos, pela avenida 9 de Julho, na última semana, e constatou as dificuldades que ele enfrentou devido ao trânsito intenso e às obras no local. "O trânsito cresce a cada dia e está ficando cada vez mais difícil e perigoso para nós", comentou. João afirma que uma ciclovia na avenida traria menos riscos aos ciclistas, além de oferecer benefício àqueles que pedalam como opção de transporte.
É o caso de Fernando Henrique Silva, 23 anos, mecânico de bicicleta e ciclista há 10 anos. Ele mora no bairro Ivoturucaia e pedala 15 quilômetros até o Centro para ir trabalhar. Diariamente, são 30 quilômetros sob chuva ou sol. "Infelizmente, moto e carro não respeitam o ciclista. A gente respeita as normas de trânsito, mas mesmo assim corre risco todo dia. Já levei várias 'fechadas' no trânsito e outro dia um ônibus chegou a bater no meu braço", lembra Fernando, acrescentando que a construção de ciclovia seria uma boa ideia.
O vendedor Diogo Taffarello, 28 anos, é ciclista há três anos. "Parece que agora os motoristas estão respeitando mais a gente, mas ainda não está 100%. Uma ciclovia na 9 de Julho e outras avenidas seria muito interessante", avalia. O jovem, que também faz parte da equipe de ciclismo "Mega Bikers Campo Limpo Paulista", utiliza a bicicleta para ir trabalhar todos os dias. "São 9 quilômetros da minha casa até o trabalho, e faço o percurso em 15 minutos. De carro, levo 25 minutos. Com a bicicleta economizo tempo e dinheiro", frisa.
Vendedor em loja de bicicletas, Taffarelo acrescenta que a manutenção constante também é item fundamental para a prevenção de acidentes com a bike. "Para andar com segurança é preciso respeitar os veículos e a sinalização, além de ter um olho nas costas", brinca. Ele ainda acrescenta que a venda de bicicletas no município vem aumentando e, com isso, a ciclovia chegaria num bom momento. Os equipamentos básicos de segurança para os ciclistas são o capacete, óculos e luva. Para o passeio noturno são indicados o pisca-traseiro e a lanterna dianteira.
Fonte: JJ
Comdema pede revisão completa da Av. 9 de Julho
MARCELO LANGUE
Fábio Storari, presidente do Comdema: nova vistoria no projeto tem de ser feita até o próximo dia 20, na sede da OABO Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema) decidiu ontem à tarde, durante reunião realizada no Paço Municipal, que vai pedir à Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente, à Fundação Municipal de Ação Social (Fumas) e à empresa responsável pela obra uma revisão completa do projeto arquitetônico de reformulação da avenida 9 de Julho.
O material enviado pelo poder público a respeito das obras que vão mudar a principal avenida do município foi considerado insuficiente pelos conselheiros. Uma nova vistoria do projeto também será feita pelo Comdema. Ela vai acontecer no auditório da 33ª Subsecção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Jundiaí, mas a data ainda não foi definida.
Segundo o presidente do órgão, Fábio Storari, o encontro terá de acontecer até o próximo dia 20, às 18 horas. "Queremos que haja uma destinação correta ao corpo hídrico. Existem alguns pontos deficitários no projeto", destacou Storari, referindo-se ao planejamento das obras que incluem o Córrego do Mato (que corta a avenida).
Apontamentos - Integrantes do Comdema realizaram uma vistoria na 9 de Julho, dia 5 de novembro, e apontaram falhas no projeto, que comprometeriam a vida no córrego. "Não é um parecer final, mas são apontamentos técnicos", comentou Storari. Na época, os conselheiros constataram que o modelo de construção "vai na contramão da sustentabilidade, prejudica a sobrevivência de micro-organismos e reduz a vazão das águas".
Ainda conforme Storari, o Córrego do Mato é a oportunidade para que outros corpos d'água também sejam afetados. "A 9 de Julho é um marco da cidade. O que se pede para o córrego é extensivo aos demais, já que tem maior visibilidade. Se conseguirmos no Córrego do Mato, vamos poder levar para outros locais." O secretário de Planejamento e Meio Ambiente, Jaderson Spina, não participou da reunião por estar em Copenhague.
Na época da vistoria feita pelo Comdema, no entanto, ele rebateu as críticas dos conselheiros e afirmou que a obra segue orientações de técnicos. "Não há prejuízo nenhum para a biodiversidade do córrego", comentou Spina, na ocasião.
EMERSON LEITE
Fonte: JJ
8ª Bicicletada Jundiaí

Dia: 28/11/09
Local: Av. 9 de Julho, embaixo do viaduto
Horário: 16h
E no dia 29/11/09 a Bicicletada Jundiaí estará fazendo parte do Ação Juventude, onde estaremos pedalando e conscientizando toda a população presente sobre a importância de se utilizar a bicicleta como meio de transporte.
O programa Ação Juventude consiste na realização de eventos periódicos e descentralizados, destinados a abrir espaço para as atividades desenvolvidas pelo e para o jovem jundiaiense. Durante toda uma tarde, haverá diversas atividades culturais, educacionais e esportivas, além de prestação de serviços à comunidade.
Plano Cicloviário - Mapeamento e Conceitos
Na reunião do dia 14/11/09, no grupo ZAMA, em conjunto com o Cômite do Cidade Democrática, mapeamos as áreas de Jundiaí que queremos que tenham ciclovias e também definimos todos os conceitos que serão levados em conta em nosso Projeto Cicloviário, que agora ganha mais um aliado, a Organização Transporte Ativo, que irá ceder os conceitos do plano cicloviário.
Agora estamos também fazendo um abaixo-assinado para que a ciclovia, prevista no projeto da Av. 9 de Julho seja feita ao lado da calçada, onde haja a inclusão dela com a rua, onde os ciclistas possam fazer parte do trânsito, e não, como está no projeto original, ao lado do rio, onde irá somente servir como forma de lazer.
O planejamento de uma política cicloviária para a cidade precisa se dar em dois eixos distintos (onde estamos desenvolvendo nosso trabalho):Para atender os atuais e futuros ciclistas:
1. instalação de bicicletários;
2. campanhas de educação e conscientização;
3. sinalização vertical e horizontal;
4. adequação da estrutura viária.
Para incentivar o uso da bicicleta:
1. campanhas de apoio e divulgação
2. elaboração de planejamento cicloviário
3. integração com o transporte coletivo
4. construção de ciclovias e ciclofaixas
Para ter uma visualização melhor da área, acesse: http://maps.google.com/maps/ms?hl=pt-BR&ie=UTF8&msa=0&msid=108164969110847667788.00047892f01234a45aa92&z=12
Quem estiver interessado em participar da próxima reunião para continuarmos a desenvolver o plano cicloviário, por favor enviar um e-mail para: bicicletadajundiai@yahoo.com.br.
Montando o Plano Cicloviário de Jundiaí!
Obras no córrego da Nove de Julho em debate na próxima quarta
Na última reunião do Conselho, no dia 29/10, foi apresentada a resposta do Ministério Público a um pedido de investigação feito por diversas entidades no ano passado. Em outubro do ano passado, Prefeitura, DAE e FUMAS (responsável direta pelas intervenções no córrego) assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) se comprometendo a alterar o projeto original para evitar prejuízos ao meio ambiente e melhorar a qualidade da água e da vida no córrego.
Entre os compromissos assumidos neste TAC, está o não-fechamento do córrego, o uso de pedras (sem concreto) para os muros de contenção e a arborização de 2,5m de margens em cada lado do córrego. Então, como ficou o projeto? Não ficou. O projeto definitivo ainda não está concluído. A última versão apresentada ainda prevê uma pista para pedestres e para uma ciclovia que ficaria parcialmente sobre o córrego, criando um canal quase completamente fechado, ocupando a faixa que deve ser arborizada e degradando as condições para a vida de plantas, peixes e pássaros que ainda resistem por lá.
E a grande preocupação do COMDEMA e da população (veja manifestações no www.cidadedemocratica.org.br) é justamente o fato de que as obras já começaram, causando diversos impactos, sem um projeto definitivo. As aduelas que foram colocadas recentemente, por exemplo, contrariam o compromisso de não usar concreto quando houver alternativas, e fecham longos trechos do córrego sem que esse fechamento tenha sido devidamente justificado e seu impacto analisado. A qualidade da água também está sendo afetada pelas obras, sem um plano para reduzir e monitorar esses impactos. Também não se sabe ainda como a prefeitura pretende cumprir a promessa de construir ciclovias – tão necessárias para viabilizar o uso da bicicleta como alternativa sustentável de transporte – sem enterrar o córrego.
As explicações da Prefeitura e da FUMAS são esperadas para a próxima reunião do COMDEMA (quarta-feira, dia 11/11, às 16h00, no 8o andar da prefeitura), quando o projeto definitivo será finalmente apresentado. A apresentação e os debates serão abertos a todos: basta comparecer. As discussões prometem ser acaloradas. A revitalização do Córrego do Mato é a oportunidade de mostrar na prática o significado de um verdadeiro desenvolvimento sustentável com participação democrática, à altura de uma “cidade do novo século”. Ou não.
Fonte: http://votoconsciente-jundiai.blogspot.com/2009/11/obras-no-corrego-da-nove-de-julho-em.html
